Na vida tudo tem um preço, e cada ida tem sua volta. Não acho justo certas coisas, mas no fim das contas - e bem antes disso - aceito. De qualquer forma, não há outro jeito: o que sentimos não exige explicações, justificativas, embasamento bibliográfico ou artigos de referência. O que sentimos, na maioria das vezes, não norteia o que fazemos: desnorteia. Desorienta.
Do dia para noite, sou tomado de uma saudade, daquela vontade de fazer surgir um diamante diante da força do abraço que o corpo deseja dar e receber. Diamante a ser lapidado entre beijos e carícias ao longo do dia - dia este que não se cogita a hipótese de ter fim. Ornamentar esse diamante com delicados detalhes em prata e ouro - versos e juras, de amor, de carinho, de proteção, de admiração e respeito. Vontade de presentear meu amor com tal mimo todos os dias...
... mas aceita-se esse presente? Não. É desejado? Cobiçado? Tampouco... soa como desdem? Não para tanto, mas tanto faz. Transbordo de sentimento, que sequer toca o solo do que me parece um deserto - e volta a natureza na forma de vapor, que condensa no céu e chove em meu rosto, nas lágrimas que não vês, pois o "saberes" delas só o teria, se ao teu solo chegassem meus sentimentos.
Entretanto, é deste deserto que extraio os diamantes rudes com que me distráio - tentando dar-lhes uma forma, embora tosca, que possa ser apreciada por ti um dia.
Desabafo.
Eis aí algumas linhas do que penso ou sinto, exposto pelo gosto que tenho pelo escrever. "O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros." (Confúcio).
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Segunda de segunda
Sabe carne de segunda? Aquela que se compra para o almoço da semana? Nada de especial. Almoço de rotina, segunda sem osso. Essa é esta segunda-feira: segunda de segunda, sem osso. Tem feriado na quinta feira e - grande coisa - é segunda-feira do mesmo jeito.
Descobri-me um hipócrita. Critíco quase tudo aquilo que acabo fazendo igual. Desagradam-me as atitudes dos outros que eu mesmo tenho. Condeno certos erros alheios - que os cometi/cometo com a mesma aparente indiferença com que os outros os cometeram.
Estou chateado, sem saber ao certo com o que. Acordei de mal com o mundo, de cara comigo mesmo. De saco cheio de mim mesmo, do trânsito, etc, etc etc. Agradeço só por ainda ser apenas uma segunda sem osso.
Descobri-me um hipócrita. Critíco quase tudo aquilo que acabo fazendo igual. Desagradam-me as atitudes dos outros que eu mesmo tenho. Condeno certos erros alheios - que os cometi/cometo com a mesma aparente indiferença com que os outros os cometeram.
Estou chateado, sem saber ao certo com o que. Acordei de mal com o mundo, de cara comigo mesmo. De saco cheio de mim mesmo, do trânsito, etc, etc etc. Agradeço só por ainda ser apenas uma segunda sem osso.
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