quarta-feira, 9 de março de 2011

O céu lá fora.

O céu la fora é tão turvo quanto a clareza dos meus pensamentos. Nenhum alento. Se vem chuva, não sei. Mas o Sol se foi. De folga também? Não, só eu. O Sol se mostra noutro lugar. Para os lados de cá, às vezes aparece - "visita de médico!" - e logo se vai. Dá-me um pouco de sanidade, aviva as brasas do vapor, e lá me vou singrando contra a correnteza.
Mas e o Sol que noutro lugar penso estar a brilhar? Quiçá, sei eu algo de lá? Há! Se não foi arrancado, então com lâmina partiu-se, o tênue fio daquilo que chamou-se por conexão, telepatia, etc. Tenho uma cachola de engenhocas a produzir, assim que viro as costas, supertições. Pois nada sei.
Somos a nós mesmos o que nos convém ser. Não há como fugir - a sinceridade e a verdade vem de fora. Aquelas que trazemos conosco, nem sempre deixamos a mostra aos nossos próprios olhos.

O que melhor ensinamos é o que mais precisamos aprender.
(acho que é assim que ouvi).

Um comentário:

  1. Olá, Guilherme
    Vim parar no seu blog e gostei muito da sua verve poética. Legais os textos, você escreve com emoção.
    Até!

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