Esse silêncio me mata. Antes fosse letal, ligeiro. Porém, não. Corrói pacientemente, pedaço por pedaço, esse silêncio que nem eco ao que faço faz. Já dei vários passos, quis ir em frente. Achei que seguia um vulto mas me vi andando a esmo atrás da minha própria sombra. E se eu gritasse? Se eu deixasse de lado o sutil "Como estás?" pelo "Tu podes, pelo amor de Deus, dizer-me que está tudo bem?"
Lembro de quando tudo aconteceu. E não esqueço que senti cada minuto das palavras "solidão" que li. Já esqueço dos meus minutos para continuar sentido aquela solidão que não é a minha, me perguntando se um gesto mais brusco, mais persistente, não descobre uma inércia na qual submerges, cativa sem relutar, à misantropia de antes. Sei que esqueço da minha, pelo apreço que tenho a ti.
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