quarta-feira, 7 de março de 2012

Sessão de descarrego

Vim aqui pra cuspir palavras tortas num post em branco. Despejar um pouco desse lodo que me sufoca, dizer algumas heresias, expurgar alguns demônios. O doente convencional, na dor grita. O doente literário, no furor é verborrágico.
Soa tanto como hemorrágico que presumo haver alguma semelhança, esses tair radicais, sufixos, prefixos, crucifixos do idioma, da linguagem, da semântica, da linguistica e do caralho a quatro que nos tirou a trema!
Saudosa trema, é do meu momento sem estribeiras que lhe rendo um poema:

Trema, persistes,
por teima minha.
Em poesia que componho,
 o acento, é eu que ponho:
Cinqüenta Pingüins!

Horrível, mas já de antemão avisei que não era para ser agradável. Já me disseram isso, a guisa de preâmbulo para uma ou outra conversa. Foram palavras sinceras, pois o que veio depois, de agradável nada teve.

Fizeram um bacanal com o hífen, que já nem sei onde enfiá-lo. Vou dormir, pois até aqui, até minha pacência já foi para o ralo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Gelo gira, no copo que se esvai...

Duas pedras de gelo. E whisky 12 anos sobre.
O gelo gira, no copo que se esvai.
Num gole finda, e o sono já vem.

domingo, 4 de março de 2012

Misantropia?

Hum... misantropia, uma doença? Não acho... para mim, está mais como um estilo de vida. Da mesma forma que aqueles jargões do tipo "Coca-cola é um estilo de vida".

Domingo à noite, ouvindo You won't see me (Beatles, claro...), terminando de configurar o computador de um amigo... Sim!! Os tenho, evidentemente. Porém isto não me priva da minha misantropia habitual.

Como estou, sempre que possível, com os pensamentos viajando em mundos imaginários... criei um personagem que hei de usá-lo em algum conto ainda... Chamo-o, por ora, de Jophs.

Jophs possui um cachimbo mágico, no qual basta apenas colocar fumo no fornilho e sair pitando, sem precisar de fósforos ou pederneiras. O cachimbo cria o braseiro magicamente.
Jophs é um contador de histórias e está sempre acompanhado de seu cachimbo - do qual muitas das histórias se originam: da árvore da qual veio seu briar e das pessoas que trabalharam com a madeira dessa árvore. Como conta apenas histórias para as crianças da vila, estas não são capazes de desmontar os móveis todos e as portas e janelas construídas com a aquela única árvore, para comprovar o improvável.
 Certa vez, Jophs fora "visitado" por salteadores, que ameaçaram quebrar-lhe os ossos se não os dissesse onde estava sua arca com sua fortuna. O cachimbo de Jophs, revelando mais uma de suas magias, começou a expelir fumaça sem parar, logo encobrindo Jophs e os demais no salão. Era tanta fumaça que era impossível ver à volta, tampouco respirar no ambiente. Quando por fim a fumaça foi dissipando-se, Jophs não estava mais  no salão.
 E muitos viajantes chegavam àquela vila e, em meio as conversas de taberna, acabavam comentando sobre um certo ansião, dono de um cachimbo mágico, que contava histórias em uma longínqua vila, a qual nunca sabiam precisar e parecia sempre estar em direção oposta ao que relatara o último viajante.

Ufa... fazia tempo que não despejava um conto assim!