domingo, 4 de março de 2012

Misantropia?

Hum... misantropia, uma doença? Não acho... para mim, está mais como um estilo de vida. Da mesma forma que aqueles jargões do tipo "Coca-cola é um estilo de vida".

Domingo à noite, ouvindo You won't see me (Beatles, claro...), terminando de configurar o computador de um amigo... Sim!! Os tenho, evidentemente. Porém isto não me priva da minha misantropia habitual.

Como estou, sempre que possível, com os pensamentos viajando em mundos imaginários... criei um personagem que hei de usá-lo em algum conto ainda... Chamo-o, por ora, de Jophs.

Jophs possui um cachimbo mágico, no qual basta apenas colocar fumo no fornilho e sair pitando, sem precisar de fósforos ou pederneiras. O cachimbo cria o braseiro magicamente.
Jophs é um contador de histórias e está sempre acompanhado de seu cachimbo - do qual muitas das histórias se originam: da árvore da qual veio seu briar e das pessoas que trabalharam com a madeira dessa árvore. Como conta apenas histórias para as crianças da vila, estas não são capazes de desmontar os móveis todos e as portas e janelas construídas com a aquela única árvore, para comprovar o improvável.
 Certa vez, Jophs fora "visitado" por salteadores, que ameaçaram quebrar-lhe os ossos se não os dissesse onde estava sua arca com sua fortuna. O cachimbo de Jophs, revelando mais uma de suas magias, começou a expelir fumaça sem parar, logo encobrindo Jophs e os demais no salão. Era tanta fumaça que era impossível ver à volta, tampouco respirar no ambiente. Quando por fim a fumaça foi dissipando-se, Jophs não estava mais  no salão.
 E muitos viajantes chegavam àquela vila e, em meio as conversas de taberna, acabavam comentando sobre um certo ansião, dono de um cachimbo mágico, que contava histórias em uma longínqua vila, a qual nunca sabiam precisar e parecia sempre estar em direção oposta ao que relatara o último viajante.

Ufa... fazia tempo que não despejava um conto assim!

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