quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Maldito veneno

Existe um veneno mortal, que alguns de nós carregam consigo. Eu o carrego. Um veneno capaz de provocar dor, surtos de depressão, uma vontade de rasgar o peito com as próprias mãos e tirar seja lá o que for que está lhe corroendo por dentro.

Este veneno não é nocivo em pequenas doses. Quase sempre, entre o veneno e o remédia, a diferença está na dosagem.

Uma espécie de bichinho pequenino, do tamanho duma pulga, que fica atrás de uma de nossas orelhas, carrega esse veneno. Todos estamos sujeitos a um dia carregar um desses bichinhos.
É quase como o mosquito da dengue: o mosquito está em vários lugares, mas nem todos estão contaminados. Neste caso, nem todos carregam o mesmo veneno.

Há, aliás, duas variedades bem conhecidas do tal veneno: uma, chamada de ciúme. Outra, de inveja.

Hoje, fui novamente picado pelo bichinho do ciúme... e esse bichinho segue ali, atrás da orelha. Espero, desejo, torço, rezo, para estar errado. Pois se eu estiver certo - e não estou - vai doer muito a próxima picada.

Deus queira que eu esteja errado. Detesto "ferroadas".

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