Massa de ar polar
entrando pela janela
devagar, lá vem ela:
abraça-me me enregelando!
Desgraça de dia feio
feito sem cor, sem graça.
É o céu cinza sobre tudo
e o agudo frio da brisa.
Frio fora, frio dentro
desalento sem desforra.
Que demora esse tempo
Passa perto, passa lerdo
verso ruim, sem calor:
o autor amassa e põe fim.
Toda vez que eu penso em inverno, frio, me vem à cabeça uma ambiguidade: tanto o frio da falta de sentimentos quanto o abrigo que esse mesmo frio pede. E acho que o teu texto falou bem sobre os dois lados, ou pelo menos foi esse meu entendimento.
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