"[...]
Ahora venas guardo alia
Estarigxos num sur loko mia.
Mi iros dormi tute laca,
Mi vidos vi en songxo paca."
"Agora vem o ourto guarda
postar-se em meu lugar.
Eu irei dormir totalmente cançado
Eu verei você em sonhos de paz"
"La nigra nokton
Perdoem-me os esperantistas, pelos possíveis erros de ortografia e gramática. Mas faz tempo que não pratico. E faz tempo, que não vou dormir em paz - como hoje. "Tute paca".
Eis aí algumas linhas do que penso ou sinto, exposto pelo gosto que tenho pelo escrever. "O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros." (Confúcio).
quinta-feira, 28 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Antes do mergulho
Estou prestes a mergulhar - pra ser levado por uma nova correnteza. Tarde, o ano começa agora para mim. Antes do mergulho, que fatalmente me privará do tempo para escrever, mas sem dúvida me dará nova vida para ter o quê escrever, queria registrar o que espero ser o último ato desse drama que prolonguei por alguns meses:
"Je t'aime trés! Et, Je suis à toi, pour toujours! Mon amour, Je suis manque toi... baisers, bonne nuit."
Proferir com verdade e crer com fé nisto, é fato, somente eu. Até hoje. Quando fui acusado de exibicionista, por escrever um pequeno texto em francês, escrevia apenas por saber que gostava tanto deste idioma que talvez se sentisse feliz. Mas não. Além de tudo, eu não me importava com as pessoas, não é? No fim, a única verdade é que eu resolvi me importar com apenas uma, por considerar sua fragilidade, sua solidão, sua dor. Sonhei com dia em que finalmente veria a solidez, a felicidade, a alegria habitar, enfim, aquele ser. HÁ! Não cheguei a ver o que já havia ali, e que já dispensava meus cuidados, que já minavam minhas forças, roubavam minha identidade - minha sanidade sorrateiramente esvaíndo-se...
Eu estou livre, daquilo no que fui meu próprio carcereiro: tua felicidade!
Votre rêve, oui, maintenant sans moi!
"Je t'aime trés! Et, Je suis à toi, pour toujours! Mon amour, Je suis manque toi... baisers, bonne nuit."
Proferir com verdade e crer com fé nisto, é fato, somente eu. Até hoje. Quando fui acusado de exibicionista, por escrever um pequeno texto em francês, escrevia apenas por saber que gostava tanto deste idioma que talvez se sentisse feliz. Mas não. Além de tudo, eu não me importava com as pessoas, não é? No fim, a única verdade é que eu resolvi me importar com apenas uma, por considerar sua fragilidade, sua solidão, sua dor. Sonhei com dia em que finalmente veria a solidez, a felicidade, a alegria habitar, enfim, aquele ser. HÁ! Não cheguei a ver o que já havia ali, e que já dispensava meus cuidados, que já minavam minhas forças, roubavam minha identidade - minha sanidade sorrateiramente esvaíndo-se...
Eu estou livre, daquilo no que fui meu próprio carcereiro: tua felicidade!
Votre rêve, oui, maintenant sans moi!
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sábado, 23 de abril de 2011
Alento
Oh, momento de desalento!
Desatento de tentar, tento em vão
impor ação, dizer não ao estopor.
Desatento de tentar, tento em vão
impor ação, dizer não ao estopor.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Mais uma ou menos uma Segunda-Feira - tanto faz
Sinceramente, não sei o que há. Toda segunda-feira tem sido assim. Ou melhor, todo domingo à noite, partindo do começo. Não raro, deito-me cedo, caíndo mais de tédio do que de sono. Quando pego no sono, é cansado de tanto rolar de insônia. Dali a pouco, amanhece segunda-feira.
Época boa para acordar numa segunda-feira deprimido. Começam as chuvas dos meses antes do inverno. Inevitavelmente, segundas-feiras nubladas, frias, cinzentas, tediosas, lentas, solitárias. Rezo para ser salvo pela rotina do trabalho-aula-casa-trabalho-aula-casa, que recomeça semana que vem. E me digam qual a graça de se ter um feriadão do tamanho deste, quando não se está trabalhando? Quando não se está namorando? Quando se está cansado de tanto descansar? Quando aquela história do "agora quero ficar um tempo sozinho" já saturou e não aguentamos mais essa sensação constante de frio e ausência interior?
É como se fosse possível falar para dentro de si mesmo (acho que o nome disso é introspecção) e ouvir o eco reverberar nas paredes frias desse ser sem amor, sem paixão, sem fogo nem lenha pra arder ou ao menos fazer fumaça!
Época boa para acordar numa segunda-feira deprimido. Começam as chuvas dos meses antes do inverno. Inevitavelmente, segundas-feiras nubladas, frias, cinzentas, tediosas, lentas, solitárias. Rezo para ser salvo pela rotina do trabalho-aula-casa-trabalho-aula-casa, que recomeça semana que vem. E me digam qual a graça de se ter um feriadão do tamanho deste, quando não se está trabalhando? Quando não se está namorando? Quando se está cansado de tanto descansar? Quando aquela história do "agora quero ficar um tempo sozinho" já saturou e não aguentamos mais essa sensação constante de frio e ausência interior?
É como se fosse possível falar para dentro de si mesmo (acho que o nome disso é introspecção) e ouvir o eco reverberar nas paredes frias desse ser sem amor, sem paixão, sem fogo nem lenha pra arder ou ao menos fazer fumaça!
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Breve desabafo
Tem horas que não aguento a sensação (ou pressão?) angustiante do "devia ter dito". O pior é a metamorfose do "devia ter dito" em discursos ao vazio usando verbos no passado, referindo-me ao momento de agora. Que confusão, quanta angústia. Há momentos nos quais não me aguento, e me seguro. Porém me conforma o fato de que meu desespero não me impele em volver atrás, e recorrer a um contato direto - que seria impossível - levando-me a suplicar ou a despejar todo este lodo que me atola a mente - o que seria inútil. Breves, estes suplícios apenas ameaçam a continuidade do meu lento "ir em frente". Ou melhor - e sendo justo - inconstante "ir em frente". Pois há momentos em que o passo se faz mais ligeiro, é fato. Sob o tato de carinhos, ao som da voz de amigos, ao ar livre, céu azul e "verde perder de vista", é de coragem que inflo o peito. Infelizmente, ainda tenho meus fins-de-semana chuvosos - bem como as manhãs de segunda. E os sonhos que me perseguem, remetendo-me a cenas melancólicas de um passado a corroer minha sanidade.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Par perfeito
Vaguei por alguns perfis do Orkut (tédio dá nisso...), e me chamou à atenção a resposta para o "Par perfeito". Não era a primeira vez que eu via semelhante resposta: "não existe...". Porém, foi a primeira vez que me fez pensar. Existe. E é imperfeito.
Vá lá, é paradoxal assim mesmo. Um "par", para sê-lo, a de ser composto por duas pessoas. Que não existe pessoa perfeita, deixo para outra ocasião discutir. Agora, par perfeito é possível - e o arranjo das imperfeições de um com o as do outro, é o ponto chave, me parece. Possivelmente, ninguém é perfeito - e só não quero ser decisivo (nunca sabemos tudo...). Mas duas pessoas imperfeitas, conscientes disso e - não indiferentes, mas pacientes, com a imperfeição alheia - podem formar um par perfeito.
Confuso? Este é outro ponto chave: não se trata de não existir, mas sim de não ser facilmente compreensível. Sabe aquelas duas pessoas, juntas e felizes, cada um nas suas imperfeições, mas formando um par invejável? Há! Eis o par perfeito.
Uma vez eu escrevi em código, numa imagem publicada no meu orkut: "pena que meu par perfeito já encontrou o seu". Eles não eram um par perfeito. Nem nós fomos, quando isto foi possível ser experimentado. Indiferença de um, impaciência de outro.
Vá lá, é paradoxal assim mesmo. Um "par", para sê-lo, a de ser composto por duas pessoas. Que não existe pessoa perfeita, deixo para outra ocasião discutir. Agora, par perfeito é possível - e o arranjo das imperfeições de um com o as do outro, é o ponto chave, me parece. Possivelmente, ninguém é perfeito - e só não quero ser decisivo (nunca sabemos tudo...). Mas duas pessoas imperfeitas, conscientes disso e - não indiferentes, mas pacientes, com a imperfeição alheia - podem formar um par perfeito.
Confuso? Este é outro ponto chave: não se trata de não existir, mas sim de não ser facilmente compreensível. Sabe aquelas duas pessoas, juntas e felizes, cada um nas suas imperfeições, mas formando um par invejável? Há! Eis o par perfeito.
Uma vez eu escrevi em código, numa imagem publicada no meu orkut: "pena que meu par perfeito já encontrou o seu". Eles não eram um par perfeito. Nem nós fomos, quando isto foi possível ser experimentado. Indiferença de um, impaciência de outro.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
Ao Tempo o que é do Tempo
O mais poderoso de todos os Césares
Para além de Roma e os deuses de seus templos
É o Tempo, vagaroso, nunca velho, nunca idoso.
A coisa vai. E só dá tempo de dizer isso. Já posso parar para descansar, sem que o cansaço e a tristeza me façam estagnar.
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