O que escrevo pode ser o que espero, o que sinto estar por vir - o fruto imaturo adocicado pela ansiedade, colhido pela voracidade do desejo, porém, por ora, provado em devaneio de puro "supor".
À cena, sem cenário certo, sem hora, sem saber: chega até mim, ou eu que vou ao encontro. Chega e sorri, mas se sorri por fora não sei se há o mesmo sorriso por dentro - pode ser, inclusive, mais radiante do que o que posso ver. Se é maior que o meu sorriso, nem eu sei o quão radioso o meu sorriso será. Só sei que sorrio só, só em pensar naquilo com que sonho.
Mil quilômetros agora se resumem a três passos. Ou a trinta metros ainda - a imprecisão nem sequer toma tempo ou distrai meus pensamentos. Se corri, se caminhei, ou se esperei, já não importa. Mil quilômetros há muito são agora apenas milímetros de tecidos a separar dois corpos.
O que sinto? Cheiro? Vejo? Toco? Do presente do indicativo ao futuro do presente, o que sentirei, cherarei, verei, tocarei? Com que gesto, força, ou ordem? Não sei, não sei... mas, o que ouvirei? Terei como ouvir? Isto, posso providenciar.
"Baby it's you"? Sim, ótima escolha.
"What can I do? And it's true
Don't want nobody, nobody
Cause baby it's you"
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