domingo, 28 de agosto de 2011

Eu sou...

"(...)I am broadcasting on all AM frequencies. I will be (...) everyday at midday, when the sun is highest in the sky. If you are out there — if anyone is out there — I can provide food, I can provide shelter, I can provide security. If there's anybody out there — anybody — please, you are not alone."
I Am Legend

 Please, don't forget: you are not alone. I'm here, so far, but here. You know... 'cause baby, it's you.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pulo rápido

Costumamos dizer: "darei um pulo rápido lá", ou algo assim, quando nossa visita será breve. Bem, a coisa por aqui tem sido assim, nas últimas semanas e não tem dado tempo de escrever algo neste "pulo rápido".
 Pensando sobre isso, acho que a vida passa em muitos "pulos rápidos". Minhas semanas têm sido assim. Porém não quero escrever mais sobre um assunto tão batido: o tempo que sempre corre hoje mais que ontem. Ah... dane-se! O importante não é o quanto se corre mas sim o quanto se cobre: a distância que fizemos ao fim do dia, em linha reta. A correria tem que nos levar a algum lugar, embora eu aceite e acredite - e até o faça às vezes - que não temos a obrigação de sempre corrermos com um destino certo.
 Penso nos projetos que mudam mês a mês e penso naqueles projetos que permanecem inalterados diante do tempo. Não descobri nenhum padrão - tenho tentado racionalizar menos as coisas - "desmatematicalizar" a vida. Viver não é uma ciência exata. As pessoas são muito mais do que algorítmos complexos em modo randômico.
 Apego-me às lembranças, muitas vezes num surto de saudade. Nem sempre aquilo de que recordo me faz necessariamente bem - mas me remete a bons momentos. No fim, fica aquele vazio, aquela saudade, aquela falta.
 Embora eu não seja especialista em idiomas - nem falo francês - a palavra "saudade", que nesta língua é "manque", pode ser traduzida como "falta" e acho que é muito precisa em seu significado.
 A correria do dia a dia restringe os momentos em que posso ou me permito sentir isso. E nessas horas eu luto contra a racionalidade, fugindo dos cálculos exatos e das probabilidades. Procuro não fazer análises combinatórias para encontrar as possibilidades do que pode ou não vir a acontecer. O futuro - quero crer que felizmente - nos será sempre uma incógnita. Ou, uma variável a ser isolada...

domingo, 14 de agosto de 2011

Eu preciso dizer

Eu sinto que o tempo
passa perto e passa rápido.
Disfarço mas não minto,
nem pra mim nem pra ninguém:
eu te espero, mas tem horas
em que me desespero.
Serei sincero, prometo,
se me pergutares um dia,
como pude ser fiel
em minha poesia.
Juro-te, por este céu:
o que prometo em linhas,
só não cumpro se a musa minha
desejar o inverso dos meus versos.
Saudade, saudade, saudade...
quando puderes, acabe!
Não prive meus olhos do teu sorriso,
só o risco disso já me deprime.
Sou teu, de corpo, alma e versos.
Despeço-me, caso leias,
com um beijo, que minha boca anseia.
Se eu soubesse teu desejo...
saibas apenas que sim, é a ti,
mil quilômetros daqui, a quem escrevo.

Outro domingo

Outro domingo chega e sei que logo verei que se foi. As semanas voltaram a correr da maneira que constatei que sendo diferente não me agrada: eu reclamo da correria mas não vivo sem ela. Já provei da calmaria e só o que consegui foi me deprimir. Senti-me pouco útil, preguiçoso. Agora corro e sinto-me cansado, exigido... e vivo!

 Tenho tido mais cuidado com minhas analogias e creio que cabe fazer uma neste momento: sinto o peso da rotina, tal qual uma mochila cargueira nas costas. À minha frente, um longo caminho e, lá adiante, bem distante talvez - pois a distância nos engana às vezes - vislumbro o horizonte que tanto almejo.

 A saudade já não faz mais parte da carga na mochila. Não, não a deixei pelo caminho. Pelo contrário, passou a ser uma companheira de caminhada: segue ao meu lado. A saudade me acompanha, porém sinto que não cansa. Saudade sempre.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Recorro aos versos

Essas palavras escritas,
são batidas na aldrava
da porta sem guarita,
que não comporta
- vão esforoço! -
a saudade aflita.
Ouço um pouco,
mas não ouso!
Diante do furor,
me resta apenas compor
estas linhas finitas
com todo meu amor.

"Quando busquei a letra daquela música, li algo tão nosso... e aquela imagem fixou tão nítida e real em minha mente, que esqueci da minha solidão e penso ter sentido a tua. Vi a ti contemplativa... e aquele rosto a meia luz que conheci naquela noite, tão jovial, lindo e próximo, voltou à memória, com uma tristeza que me angustiou."