domingo, 14 de agosto de 2011

Outro domingo

Outro domingo chega e sei que logo verei que se foi. As semanas voltaram a correr da maneira que constatei que sendo diferente não me agrada: eu reclamo da correria mas não vivo sem ela. Já provei da calmaria e só o que consegui foi me deprimir. Senti-me pouco útil, preguiçoso. Agora corro e sinto-me cansado, exigido... e vivo!

 Tenho tido mais cuidado com minhas analogias e creio que cabe fazer uma neste momento: sinto o peso da rotina, tal qual uma mochila cargueira nas costas. À minha frente, um longo caminho e, lá adiante, bem distante talvez - pois a distância nos engana às vezes - vislumbro o horizonte que tanto almejo.

 A saudade já não faz mais parte da carga na mochila. Não, não a deixei pelo caminho. Pelo contrário, passou a ser uma companheira de caminhada: segue ao meu lado. A saudade me acompanha, porém sinto que não cansa. Saudade sempre.

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