Costumamos dizer: "darei um pulo rápido lá", ou algo assim, quando nossa visita será breve. Bem, a coisa por aqui tem sido assim, nas últimas semanas e não tem dado tempo de escrever algo neste "pulo rápido".
Pensando sobre isso, acho que a vida passa em muitos "pulos rápidos". Minhas semanas têm sido assim. Porém não quero escrever mais sobre um assunto tão batido: o tempo que sempre corre hoje mais que ontem. Ah... dane-se! O importante não é o quanto se corre mas sim o quanto se cobre: a distância que fizemos ao fim do dia, em linha reta. A correria tem que nos levar a algum lugar, embora eu aceite e acredite - e até o faça às vezes - que não temos a obrigação de sempre corrermos com um destino certo.
Penso nos projetos que mudam mês a mês e penso naqueles projetos que permanecem inalterados diante do tempo. Não descobri nenhum padrão - tenho tentado racionalizar menos as coisas - "desmatematicalizar" a vida. Viver não é uma ciência exata. As pessoas são muito mais do que algorítmos complexos em modo randômico.
Apego-me às lembranças, muitas vezes num surto de saudade. Nem sempre aquilo de que recordo me faz necessariamente bem - mas me remete a bons momentos. No fim, fica aquele vazio, aquela saudade, aquela falta.
Embora eu não seja especialista em idiomas - nem falo francês - a palavra "saudade", que nesta língua é "manque", pode ser traduzida como "falta" e acho que é muito precisa em seu significado.
A correria do dia a dia restringe os momentos em que posso ou me permito sentir isso. E nessas horas eu luto contra a racionalidade, fugindo dos cálculos exatos e das probabilidades. Procuro não fazer análises combinatórias para encontrar as possibilidades do que pode ou não vir a acontecer. O futuro - quero crer que felizmente - nos será sempre uma incógnita. Ou, uma variável a ser isolada...
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