Vim aqui pra cuspir palavras tortas num post em branco. Despejar um pouco desse lodo que me sufoca, dizer algumas heresias, expurgar alguns demônios. O doente convencional, na dor grita. O doente literário, no furor é verborrágico.
Soa tanto como hemorrágico que presumo haver alguma semelhança, esses tair radicais, sufixos, prefixos, crucifixos do idioma, da linguagem, da semântica, da linguistica e do caralho a quatro que nos tirou a trema!
Saudosa trema, é do meu momento sem estribeiras que lhe rendo um poema:
Trema, persistes,
por teima minha.
Em poesia que componho,
o acento, é eu que ponho:
Cinqüenta Pingüins!
Horrível, mas já de antemão avisei que não era para ser agradável. Já me disseram isso, a guisa de preâmbulo para uma ou outra conversa. Foram palavras sinceras, pois o que veio depois, de agradável nada teve.
Fizeram um bacanal com o hífen, que já nem sei onde enfiá-lo. Vou dormir, pois até aqui, até minha pacência já foi para o ralo.
"Fizeram um bacanal com o hífen, que já nem sei onde enfiá-lo."
ResponderExcluirmuito bom!
=]