segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mais uma ou menos uma Segunda-Feira - tanto faz

Sinceramente, não sei o que há. Toda segunda-feira tem sido assim. Ou melhor, todo domingo à noite, partindo do começo. Não raro, deito-me cedo, caíndo mais de tédio do que de sono. Quando pego no sono, é cansado de tanto rolar de insônia. Dali a pouco, amanhece segunda-feira.
 Época boa para acordar numa segunda-feira deprimido. Começam as chuvas dos meses antes do inverno. Inevitavelmente, segundas-feiras nubladas, frias, cinzentas, tediosas, lentas, solitárias. Rezo para ser salvo pela rotina do trabalho-aula-casa-trabalho-aula-casa, que recomeça semana que vem. E me digam qual a graça de se ter um feriadão do tamanho deste, quando não se está trabalhando? Quando não se está namorando? Quando se está cansado de tanto descansar? Quando aquela história do "agora quero ficar um tempo sozinho" já saturou e não aguentamos mais essa sensação constante de frio e ausência interior?
 É como se fosse possível falar para dentro de si mesmo (acho que o nome disso é introspecção) e ouvir o eco reverberar nas paredes frias desse ser sem amor, sem paixão, sem fogo nem lenha pra arder ou ao menos fazer fumaça!

Um comentário:

  1. Oi, Guilherme!!! Olha eu aqui outra vez!
    Sei exatamente o que é tudo isso aí que escreveu...
    trabalhar e estudar era o meu escape enquanto eu estava nessa fase... leva um tempo, mas tudo isso nos faz crescer...
    Deixo um poema do Kafka:
    "Quem consegue determinar quando o velho termina e o novo começa? Não está no calendário, não é um aniversário, não é um novo ano. É um evento grande ou pequeno, algo que nos muda, o ideal que nos dá esperança, uma nova maneira de viver e olhar o mundo, deixando de lado velhos hábitos, velhas lembranças. O importante é que nunca deixamos de acreditar que podemos ter um novo começo...
    Abraços!!!
    Cris.

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