quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Eu depois

Sentado me vi ao pé duma árvore, em meio a tantas outras, encharcado até a alma por aquela chuva torrencial. Era noite e mata fechada quando os estrondos ao longe chegaram perto e o temporal se fez medonho. Pouco lembro do muito que corri e do quanto me arranhei. Mal lembro do céu no qual as nuvens agourentas assomavam no horizonte, pouco antes de entrar e me perder nesta trilha. Trilha errada, já de início. E que trilhei e trilharia novamente, pois ali pude me ver fraco e pequeno como era preciso para aceitar refletir sobre minha visão deturpada das coisas. Porém a jornada foi dura, embora pude sorrir em vários momentos. Agora ali, sentado sobre o chão tão molhado quanto eu, pude sentir finalmente o cansaço. Vi também a nesga de céu límpido ampliar-se num largo firmamento a cada instante mais estrelado. Terminou. Embora a hora ainda traga sobre mim um céu de momento escuro, sinto que logo a aurora há de surgir. Sôfrego mas firme, ponho-me de pé. Lamento pelas fraquezas de certos momentos, que me levaram à injustiças. Porém é hora de seguir adiante. Mais forte, mais eu.

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