quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Não bem em uma espiral rumo ao chão.

Num rasante, sem nunca arrasar o solo com seu bombardeio, assolou tudo lá embaixo com sua própria queda. O que fiz há pouco foi um pouso forçado. O rosto suado, o ar tenso, penso se há muitos danos. Daqui não será possível decolar novamente, quase concluo. Ousei sair do cockpit e vi que o céu escuro já se tinge levemente com os tons decididos de uma aurora que talvez ainda tarda por chegar. Ao longe, sem saber o quanto, apenas consciente de estar distante, vi um hangar. "Que sorte a minha!", logo pensei. Só me restou caminhar até lá. Ainda não cheguei. Não sei se chego. E quando chegar, o que haverá ali? O que farei? Não sei. Esqueci até então de que ainda estou vivo.

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