Escrevo por desespero
Pois espero sincero
Não ver o enterro
Daquele amor eterno
Que noutro inverno
Proclamamos em tantos versos.
Não concordo ao afirmares
Que buscamos um ao outro
Por nossos mares tão revoltos
Nos impelirem de encontro
Ao socorro sôfrego
De fantasias ali criadas.
Lavadas as lágrimas
Daquele tempo doído
Um segue talvez sorrindo
E outro sorri feito doido
Varrido de dor e tristeza
Com a certeza de que a espera
Que disseste agora ser fantasia
É a prova da verdade
do que aquele tempo nos dizia.
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