É muito recente o abalo que me fez perder o equilíbrio. Que me prive momentaneamente do movimento firme, mas não da sanidade, que vejo às vezes esvaíndo-se. Ando atento e pouco durmo, cuidando do que penso, contornando algumas coisas que sinto. Isolando alguns sentimentos, tentando mantê-los à distância. Há impulsos físicos, como correr ao telefone, escrever escrever escrever, talvez até pegar um ônibus. A contragosto, dou atenção às finanças e à busca por um emprego. Quase como uma benção, encontro meus amigos sempre dispostos a conversar sobre qualquer coisa, pacientes quando chego ao assunto recorrente. Confesso que não esperava, pois não sei se mereço, receptividade tão camarada. Mas dizem e concordo, amigos mesmo são sempre amigos. E eu os tenho.
Se estou de braços abertos ao meu passado recente, é verdade. Nenhuma raiva, rara revolta, pouca mágoa, mas alguns porquês. Questão de tempo, momento de andar lento. Mantenho o movimento, pois logo os passos poderão ser mais largos e tempo volta a correr. Por ora, se arrasta. Mas não deixo parar. Já consigo esperar também por outras coisas - meus currículos, que a pouco soube foram com uma informação errada, devem frutificar em alguma coisa. Deus do céu, se eu não cuidar, daqui a pouco enlouqueço!
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